Não sei você, mas eu sou ciumenta. Tenho ciúme das minhas coisas, do meu namorado, das minhas amigas, da minha mãe e das minhas bandas. É, das bandas também. Principalmente aquelas que eu descobri por acaso vagando pelo myspace e foi amor a primeira vista com direito a corações e flamingos de cenário, aquela que o baterista respondeu minha mensagem em que eu falava que era do Brasil dizendo que queria muito vir pra cá e fazia meu coração se encher de alegria imaginando o dia em que eu os veria ao vivo e diria o quando eu gostava das musicas e deles e o quão feliz eu me sentia por tê-los assim tão perto de mim!
Mas lógico que pra isso teria que rolar um processo de divulgação massivo, conseguir mais fãs, mover multidões, fazer com que ouvissem nossa voz e compensasse a vinda da banda pra cá. Péra!
Tudo isso significa dividir o som perfeito, o baterista fofo, a salvação nos momentos de agonia?? Exato.
Aprendi essas coisas a duras penas, que banda precisa de fãs, as posers inclusive, aquelas que dizem AMAAAAAAAAAÁ-los, mas que não fazem a mais remota idéia de como se chamava o hamster que o vocalista ganhou da tia no aniversário de seis anos (!!!!), porque sem divulgação a banda "será só sua", mas tudo o que você terá são mensagens do baterista fofo SE ele te responder de novo.
Por isso, desencanei. Abri a porta da gaiola e deixei que voassem. Precisam de fãs, fãs terão!! Afinal este é ou não um blog para divulgação de bandas de possessivos recuperados?
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sábado, 15 de janeiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
oi, eu também já fui fã
Gostaria que meu primeiro post fosse um longo e enfadonho monólogo sobre meu assunto preferido: eu mesma!
Afinal seria de suma importância que vocês, meu leitores, me conhecessem... mas achei mais apropriado um relacionamento mais lento e moderado, ao que me vejo obrigada a monologar sobre outra coisa qualquer. Ah sim... que tenha a ver com musica.
Domingo tive que trabalhar. Minha chefe está fazendo um bazar na casa dela e eu fui convocada a ajudá-la o fim de semana todo (se alguém quiser informações sobre o bazar, mail me). Então, almocei o "capelete" da minha mãe e lá fui pegar o trem. Antes que me interrompam perguntando da música eu digo: paciencia que eu chego lá.
Ao entrar no trem bem pouco cheio à 1:30h da tarde num dia de sol e calor, senti aquele ar quente e pesado invadir meus pobres pulmões ao mesmo tempo que lembranças invadiam meu cérebro. O ano de 2007 veio a tona e deu até uma saudadinha, afinal esse foi um ano dos mais agitados de todos.
Eu e a @prixxschall saíamos todos os fins de semana já que eu ainda não era raquítica e sedentária, tudo porque logo no começo do ano... Maio se bem me lembro encontramos uma banda da qual virar sombrar.
Não vou mensionar nomes pra evitar constrangimentos, mas vamos chamá-la de The Killer Potatoes.
A TKP fez um show e nós, por obra do destino fomos e gostamos. Na semana seguinte eles fizeram outro show e lá estávamos nós. Na terceira semana consecutiva de show fizemos uma grande e belíssima, com o perdão da palavra, cagada: um fã clube para a The Killer Potaoes.
Devo dizer que na época tudo pareceu muito mais coerente do que provavelmente parecerá agora.
Criamos um fotolog para o fã clube, um perfil do orkut, uma comunidade e éramos oficiais, reconhecidas e "amadas" pelos integrantes da TKP. Quanto mais tempo passava, mais íntimas ficavamos do pessoal da banda e aos pouquinhos nossas responsabilidades como fã clube - até então 100% voluntário e divertidíssimo - começou a crescer.
Tirávamos fotos nos shows, atualizávamos o fotolog com informações sobre a banda, inventávamos promoções, fazíamos cartazes e camisetas. Íamos na casa do baixista, conhecíamos a família do baterista e adorávamos! Atuávamos em nossas futuras profissões sem nos darmos conta e foi realmente divertido por quase um ano.
Bom... coisinhas particulares nos fizeram sair dessa vida underground de bandas independentes, pelo menos um pouco, mas lembro com carinho desse ano de 2007, não para revivê-lo, mas para guardá-lo na memória como um ano bom e animado que nos fez feliz.
Fazíamos o que gostávamos! E nunca deixamos ninguém falar que essa história de fã clube era uma bobagem.
Três anos mais tarde penso ligeiramente diferente, mas porque eu mudei e não me arrependo dos perrengues que passamos naquela fase, temos histórias pra contar porque éramos fãs da TKP! E temos muitas outras pelo mesmo motivo. Gostar, admirar e querer acompanhar a vida de uma pessoa não é bobo é gostoso! Sinto falta da minha época de fissura por bandas e tenho pena de quem não pode falar que já foi fã de alguém.
xx
Afinal seria de suma importância que vocês, meu leitores, me conhecessem... mas achei mais apropriado um relacionamento mais lento e moderado, ao que me vejo obrigada a monologar sobre outra coisa qualquer. Ah sim... que tenha a ver com musica.
Domingo tive que trabalhar. Minha chefe está fazendo um bazar na casa dela e eu fui convocada a ajudá-la o fim de semana todo (se alguém quiser informações sobre o bazar, mail me). Então, almocei o "capelete" da minha mãe e lá fui pegar o trem. Antes que me interrompam perguntando da música eu digo: paciencia que eu chego lá.
Ao entrar no trem bem pouco cheio à 1:30h da tarde num dia de sol e calor, senti aquele ar quente e pesado invadir meus pobres pulmões ao mesmo tempo que lembranças invadiam meu cérebro. O ano de 2007 veio a tona e deu até uma saudadinha, afinal esse foi um ano dos mais agitados de todos.
Eu e a @prixxschall saíamos todos os fins de semana já que eu ainda não era raquítica e sedentária, tudo porque logo no começo do ano... Maio se bem me lembro encontramos uma banda da qual virar sombrar.
Não vou mensionar nomes pra evitar constrangimentos, mas vamos chamá-la de The Killer Potatoes.
A TKP fez um show e nós, por obra do destino fomos e gostamos. Na semana seguinte eles fizeram outro show e lá estávamos nós. Na terceira semana consecutiva de show fizemos uma grande e belíssima, com o perdão da palavra, cagada: um fã clube para a The Killer Potaoes.
Devo dizer que na época tudo pareceu muito mais coerente do que provavelmente parecerá agora.
Criamos um fotolog para o fã clube, um perfil do orkut, uma comunidade e éramos oficiais, reconhecidas e "amadas" pelos integrantes da TKP. Quanto mais tempo passava, mais íntimas ficavamos do pessoal da banda e aos pouquinhos nossas responsabilidades como fã clube - até então 100% voluntário e divertidíssimo - começou a crescer.
Tirávamos fotos nos shows, atualizávamos o fotolog com informações sobre a banda, inventávamos promoções, fazíamos cartazes e camisetas. Íamos na casa do baixista, conhecíamos a família do baterista e adorávamos! Atuávamos em nossas futuras profissões sem nos darmos conta e foi realmente divertido por quase um ano.
Bom... coisinhas particulares nos fizeram sair dessa vida underground de bandas independentes, pelo menos um pouco, mas lembro com carinho desse ano de 2007, não para revivê-lo, mas para guardá-lo na memória como um ano bom e animado que nos fez feliz.
Fazíamos o que gostávamos! E nunca deixamos ninguém falar que essa história de fã clube era uma bobagem.
Três anos mais tarde penso ligeiramente diferente, mas porque eu mudei e não me arrependo dos perrengues que passamos naquela fase, temos histórias pra contar porque éramos fãs da TKP! E temos muitas outras pelo mesmo motivo. Gostar, admirar e querer acompanhar a vida de uma pessoa não é bobo é gostoso! Sinto falta da minha época de fissura por bandas e tenho pena de quem não pode falar que já foi fã de alguém.
xx
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